Monday, December 11, 2017

A ÁRVORE DA VIDA (THE TREE OF LIFE)

Dirigido por Terrence Malick, com Brad Pitt, Sean Penn, Jessica Chastain (2011, cores, 139 mn)
(Drama / Jovens & Adultos)

Um filme grandioso, em estilo sinfónico, que pretende captar o sentido da vida, bem como expor a relação entre a natureza e a graça. Por entre imagens da grandeza do universo, da reprodução molecular, de dinossáurios e asteróides, passa a vida de uma família, com os seus conflitos e as suas lealdades – o grande e o pequeno, aquilo que constitui o humano.

NUMA PENSÃO ALEMÃ (IN A GERMAN PENSION)

Katherine MANSFIELD (1888-1922)
Lisboa, Coisas de Ler, 2007
(Literatura / Adultos)

Relatos impressionistas, de humor algo cáustico, sobre a vida numa pensão alemã antes da I Guerra Mundial, vista pelos olhos de uma inglesa no estrangeiro.

O GARDEN-PARTY (THE GARDEN PARTY)

Katherine MANSFIELD (1888-1922)
Lisboa, Biblioteca Editores Independentes, 2008
(Literatura / Adultos)

Conjunto de contos sobre o mundo doméstico da burguesia, cheio de bons sentimentos e emoções puras e românticas à flor da pele.

RECORDANDO A BABILÓNIA (REMEMBERING BABILONIA)

David MALOUF (n. 1934)
Lisboa, Assírio & Alvim, 2009, 256 pp.
(Literatura / Adultos)

Em meados do século XIX, um rapaz de 13 anos originário dos bairros mais pobres de Londres é largado na ponta norte da Austrália, onde é acolhido pelos aborígenes. Dezasseis anos mais tarde, regressa ao convívio com os europeus, mas os sentimentos com que é acolhido nesta comunidade são dúbios. Com um adequado equilíbrio entre realismo e fantasia, este romance trata do difícil acolhimento da diferença com base nos preconceitos, mas também do medo e da ignorância do desconhecido.

BROOKLYN

Colm TÓIBÍN (n. 1952)
Lisboa, Bertrand, 2010
(Literatura / Adultos)

Eilis é uma jovem irlandesa que, como tantos outros compatriotas seus dos anos 50 do século XX, emigra para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor, indo instalar-se em Brooklyn, Nova Iorque. Apoiada pelo padre local, também ele irlandês, encontra emprego, uma casa onde se instalar, e acaba por conhecer um jovem italiano, por quem se apaixona. Quando tudo parecia correr sobre rodas, recebe uma notícia que a faz regressar à Irlanda e à vida que tivera antes de emigrar  só que agora com outro estatuto , o que a leva a questionar a sua nova existência americana.
Numa escrita direta e simples, o autor narra uma história muito interessante, que evoca uma série de questões: a influência do meio na pessoa, a divisão interior que a vida de emigrante impõe, a necessidade da escolha e os sacrifícios que esta comporta.
A narrativa é tão discreta que pode acontecer que o verdadeiro efeito do livro se só sinta depois de a leitura ter terminado.
A pertença religiosa é retratada com grande respeito e conhecimento de causa; é narrada uma cena íntima e há uma referência passageira a um comportamento impróprio.
Ver também: https://www.delibris.org/es/brooklyn.

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Dirigido por John Crowley, com: Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhall Gleeson (2015, cores, 117 mn)
(Drama / Adultos)

Seguindo de perto o livro de Colm Tóibín, o argumento de Nick Hornby acentua especialmente a divisão interior que se impõe a quem tem de escolher uma vida deixando para trás outra(s).
As interpretações são de grande qualidade, sendo a da protagonista soberba.

Sunday, November 5, 2017

THE GIVER – O DADOR DE MEMÓRIAS (THE GIVER)

Lois LOWRY (n. 1937)
Lisboa, Everest Editora, 2010, 240 pp.
(Ficção futurista / Jovens & adultos)

Jonas vive num mundo perfeito, sem guerras, sem dores, sem necessidades de escolha – mas sem cores, sem música, sem memórias, sem sentimentos: de tudo isto foram privados os seus habitantes para poderem ser “felizes”. Mas um dia Jonas descobre que as memórias são uma componente essencial da vida, e tudo muda. Um romance excelente, só aparentemente para jovens, sobre aquilo que é essencial ao ser humano.

EU QUERO VIVER. DIÁRIO DE UMA ADOLESCENTE DESCOBERTO NOS ARQUIVOS DO KGB

Nina LUGOVSKAIA (1918-1993)
Cruz Quebrada, Casa das Letras, 2005, 324 pp.
(Relato autobiográfico/Jovens)

Comparado com o Diário de Anne Frank, esta obra conta-nos a vida de uma adolescente durante o totalitarismo comunista. Nina começou a escrever o seu diário aos 13 anos e, através dela, ficamos a saber como se vivia em Moscovo nos anos 30. Aprendido pelo KGB quando Nina, aos 18 anos, foi presa e condenada a trabalhos forçados como “perigosa inimiga do regime”.