Sunday, August 16, 2015

O CENTENÁRIO QUE FUGIU PELA JANELA E DESAPARECEU (HUNDRAARINGEN SOM KLEV UT GENOM FONSTRET OCH FORSVANN)

Jonas JONASSON (n. 1961)
Porto, Porto Editora, 2011, 368 pp.
(Ficção / Adultos)


No dia em que faz cem anos, Allan Karlsson decide fugir do lar onde mora e ir festejar o seu aniversário com uma enorme aventura – uma aventura que lhe permitirá recordar todo o passado do século XX, no qual participou de forma surreal, ao lado dos grandes chefes políticos europeus. 
O livro foi um êxito de vendas, e as opiniões dividem-se: há quem o considere um disparate e quem o ache um enorme divertimento. 

Monday, August 10, 2015

A HERDEIRA (WASHINTON SQUARE) # A HERDEIRA (THE HEIRESS)

Henry JAMES (1843-1916)
Lisboa, Estampa, 1991, 244 pp.
(Literatura / Adultos)

Um dos romances mais interessantes do autor, que é um verdadeiro estudo da psicologia humana. Catherine é uma herdeira rica e tímida, que vive com o pai numa mansão de Washington Square, em Nova Iorque; numa festa, conhece um jovem por quem se apaixona, mas o pai, que desconfia das intenções do rapaz, opõe-se ao casamento – atitude da qual resultará o desvelar dos corações.


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Dirigido por William Wyler, com Olivia de Havilland, Montgomery Clift (1949, p. & b., 115 mn)
(Drama / Adultos)

Seguindo de perto o romance de Henry James, o filme assume uma visão menos matizada da personalidade da rapariga e mais decidida do desfecho.
Boas interpretações (Olivia de Havilland talvez um nadinha velha demais para o papel) e óptima condução do argumento.

ULISSES, O REI DE ÍTACA (KING OF ITHACA)

Glyn ILIFFE
Lisboa, Bertrand, 2009, 400 pp.
(Ficção histórica / Jovens & Adultos)

Reconstituição da vida de Ulisses no período que antecede a Guerra de Tróia (ou seja, no período que antecede a Ilíada). É um livro muito bem investigado e escrito, cheio de aventuras, romance, amizade e mistério, além de informativo sobre a época.

MIL SOIS RESPLANDECENTES (A THOUSAND SPLENDID SUNS)

Khaled HOSSEINI (n. 1965)
Lisboa, Presença, 2008, 324 pp.
(Ficção / Adultos)

Um livro duro (com uma ou outra cena mais crua) sobre a vida das mulheres no actual Afeganistão, este romance narra a vida de duas mulheres casadas com o mesmo homem, e unidas pela dor que resulta da situação que lhes foi imposta. Passando em revista os últimos anos da história do país, a obra relata com grande autenticidade a situação das mulheres no regime talibã.

O JOGO DAS CONTAS DE VIDRO (DAS GLASPERLENSPIEL - MAGISTER LUDI)

Hermann HESSE (1877-1962)
Lisboa, Dom Quixote, 2003, 446 pp.
(Literatura / Adultos)

Narrativa sobre a contradição entre a imobilidade da procura de um saber ideal, absoluto, num mundo fechado, e a dinâmica da vida, do universo exterior. O protagonista, depois de ter passado anos numa ordem espiritual, uma sociedade fechada inteiramente dedicada ao saber e ao conhecimento absoluto, acaba por partir, e essa mudança alterará todo o sentido da sua vida.

HANS

Hermann HESSE (1877-1962)
Lisboa, Difel, 2002, 220 pp.
(Literatura / Adultos)

O conflito entre um sistema de ensino rígido, repressivo, e a vida de infância. A competitividade e as pressões a que é sujeito farão sucumbir Hans, um jovem talentoso e inteligente, mas que não resiste a este tipo de educação que, mais do que a pessoa do aluno, se propõe formar competências de elevado nível para uma sociedade desumanizada.

Wednesday, August 5, 2015

FAHRENHEIT 451 # GRAU DE DESTRUIÇÃO (FAHRENHEIT 451)

Ray BRADBURY (1920-2012)
Lisboa, Europa-América, 2011, 196 pp.
(Literatura / Jovens & Adultos)

Um livro interessantíssimo (e visionário: escrito em 1953) sobre uma sociedade totalitária cujos membros são mantidos em regime de sujeição por via do entretenimento. A alienação das pessoas é promovida pela televisão, cujos programas geram uma sensação de pertença que é totalmente vazia, e simultaneamente pela proibição dos livros, com o argumento de que estes ocasionam infelicidade e tristeza.
Um clássico da literatura dita futurista.


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Dirigido por François Truffaut, com Oskar Werner, Julie Christie (1966, cores, 112 mn)
(Drama / Adultos)

Seguindo bastante de perto a orientação do livro de Ray Bradbury, Truffaut acentua especialmente o carácter persecutório desta sociedade, deixando naturalmente de fora uma série de discussões sobre a natureza humana que o livro incluía.
As interpretações são boas, a fotografia também e o realizador oferece-nos uma visão engraçada dos maquinismos futuristas.